TaPensandoQ
Este espaço é como aquele rascunho na beira da cama para anotar nossos pensamentos só que on line a disposição pra todos vcs, opinem, concordem e discordem.
terça-feira, 1 de abril de 2014
50 anos do Golpe Militar no Brasil, “Da resistência à Reflexão”
31 de março de 2014.
Há exatos 50 anos vivíamos a mais importante e triste fase da História política do Brasil, importante, pois ainda vivemos envolvidos na sociedade com vários atores desse processo sejam eles pelo fato de lutarem pela democracia e contra o golpe ou por viverem escondidos e usufruindo o enriquecimento que os militares proporcionaram a alguns setores e membros da sociedade, podemos ver ainda inúmeros lideres da resistência atuando na vida publica do país alguns infelizmente se perderam ideologicamente devido a luta do “poder pelo poder”, outros declaradamente possuem uma postura reacionária e tentam com a mascara da religião nos enganar e nos levar novamente para perto de um regime conservacionista.
Diferente do que alguns propagam a Ditadura não foi branda, pois censurou, torturou, estuprou e assassinou muitos cidadãos por todo território nacional, e ao contrario do que os “reaças” dizem por ai, em nada tiveram haver as mortes com “manter a ordem” tais ações eram deferidas simplesmente pelo ato de discordância perante o golpe, é neste ponto que manifesto minha preocupação com a moda de fazer justiça pela própria mão, pensar que determinado cidadão pode ser agredido pelo julgo de alguns em sua volta nos remete instantaneamente ao golpe militar.
No Espírito Santo não fomos menos golpeados, passamos bom tempo sendo governados por cidadãos indicados pelos militares, e que infelizmente ainda possuem certa herança política em nossa região, sem contar o apoio da igreja católica que fazia da sua “ideológica” luta contra o comunismo um refugio para fechar os olhos diante das mortes durante o golpe e todo regime militar, em Cachoeiro de Itapemirim mais precisamente temos como principal ícone o jovem Arildo Valadão (irmão do ex-prefeito Roberto Valadão) assassinado pelos militares, e com corpo desaparecido ate os dias de hoje.
Essa face da historia do Brasil nos remete a que lugar ocupamos na luta do dia-a-dia e a quem nos associamos, a quem servimos, sem nos vendar os olhos frente aqueles que no meio do caminho se desviaram, mas continuam a vestir vermelho, e ainda não se deixando enganar por aqueles que apesar da fala mansa são herdeiros do golpe.
Thiago Tognere
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
O legado da JMJ
Desde que foi anunciado que a jornada mundial da juventude 2013 seria no Brasil na cidade do Rio de Janeiro, uma enorme expectativa foi criada não só pelos jovens católicos, mas por toda sociedade brasileira, durante meses a juventude católica se preparou e aguardou ansiosa a chegada do Papa Francisco, no entanto algumas perguntas ficavam no ar, lembrando que o anuncio foi feito ainda sob o pontificado de Bento XVI, não se tinha tanta certeza da empatia do povo de forma geral independente da religião para com o Papa emérito, sua nacionalidade somada ao seu sistemático tradicionalismo banhada ainda de inúmeros escândalos trazia incerteza em relação ao sucesso do evento, que era bem mais do que a jornada, estamos nos referindo à visita do líder religioso há um dos países mais católicos do mundo.
Ninguém sabe ao certo o real motivo da renuncia de Bento XVI, no entanto é possível que ele, sendo estudioso como todos dizem, tenha observado o afastamento dos fieis diante de tantos escândalos que envolviam a igreja naquele momento, e que ainda hoje necessitam de esclarecimento, sabendo que precisaria de um médio prazo para sanar tais problemas, resolveu tomar uma medida populista renunciando e quem sabe trabalhando nos bastidores para que alguém com um poder carismático potencialmente elevado a fim de fazer com que alguns ate esqueçam-se da crise que vivia a igreja, assumisse tal papel.
Como legado fica para nós a simplicidade do Papa Francisco que poderia servir de exemplo para muitos políticos e principalmente para a população em geral, alias quanta soberba e vaidade há nesse mundo! Fazendo o recorte da juventude fica como tarefa a revolução, como disse o pontífice os jovens devem ser revolucionários, e isso vale para todas as áreas, sentar nas tradições e usar isso como pretexto para a preguiça perante a necessidade de mudança é algo bem distante do que quer o Papa para a juventude de forma geral.
segunda-feira, 24 de junho de 2013
Sobre as manifestações pelo Brasil.
Há muito tempo ouvimos criticas sobre o comportamento pacato do cidadão brasileiro em relação aos mandos e desmandos de nossos governantes, direcionado em geral para a juventude, no entanto os gastos excessivos para a copa do mundo e os abusivos aumentos nas passagens despertaram o sentimento de indignação em toda faixa etária da sociedade, exceto claro, a classe política governante.
Com inicio em São Paulo na luta contra o aumento das passagens locais, a indignação se espalhou pelo Brasil, e todas aquelas mazelas que há muito tempo enxergávamos foram jogadas pra fora em um verdadeiro ato de amor a pátria.
Um dos pontos que mais contribuiu para a mobilização e atraiu o cidadão foi o clamor pela não representação partidária ou organicidade nas manifestações, em geral a vontade de levantar uma bandeira partidária ou orgânica nestas manifestações em especial, é uma tentativa de "empoderar" donos há uma atividade que não tem dono a não ser o povo, me pergunto por que tais entidades não convocaram tamanha movimentação por sua conta? A resposta é clara, em geral estão atreladas aos governos, que em geral não vem correspondendo às expectativas do povo, as entidades orgânicas estão mais preocupadas com a disputa ou a luta e a permanência no poder do que com os anseios populares.
No entanto é preciso ressaltar que o movimento não pode servir de ferramenta para uma luta antidemocrática, e muito menos ao vandalismo, relacionado a uma pequena parte dos que estavam nas ruas. Não deve haver violência por parte de quem não quer as bandeiras partidárias, e nem enfrentamento por parte dos que querem as bandeiras, afinal, um cidadão deve sim ter organizações partidárias e sindicais como caminho de politização, mas não deve depender delas para se manifestar, em suma os que não querem as bandeiras partidárias nas atividades que vêm acontecendo não querem acabar com os partidos, nem são antidemocráticos, o problema não são os aquários, são os peixes dentro dele!
As pessoas filiadas a partidos e sindicatos devem ir às ruas, de graça, o fato de não estar com bandeiras e camisas não impede ninguém de participar, essas manifestações não têm dono, e não devem ter. Não estou negando o histórico de luta de nenhuma entidade, alias são delas as sementes do que esta havendo hoje, mas tamanha experiência de luta devia servir para as organizações respeitarem esse momento de levante popular, não há necessidade deste debate, quem é liderança por natureza e não por empoderamento não precisa estar fardado com as cores partidárias, ou bandeiras para ajudar orientar e participar, até porque a estes o povo reconhece de forma espontânea. A mobilização nacional é descontente com a “politicagem” em geral de todos os representantes atuais, isso não os faz contra os partidos e a democracia, é preciso compreender que o povo está insatisfeito com a política atual de forma geral. As entidades orgânicas deviam inclusive se concentrar em duas coisas, mobilizar a paralisação geral dia 1 de julho e apoiar o povo, é uma grande oportunidade de garantir politização das bases.
Não se trata de um ato ideológico e sim cívico, a luta é contra todo um sistema de corrupção que corrói o Brasil, não se trata de partido A ou B, mas do sistema, até porque infelizmente a ideologia hoje existe apenas na base, no topo das decisões o que impera é a luta pela permanência ou retorno ao poder.
PARABÉNS BRASIL, QUE NÃO SEJA APENAS POR UMA ESTAÇÃO.
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