quinta-feira, 22 de agosto de 2013

O legado da JMJ

Desde que foi anunciado que a jornada mundial da juventude 2013 seria no Brasil na cidade do Rio de Janeiro, uma enorme expectativa foi criada não só pelos jovens católicos, mas por toda sociedade brasileira, durante meses a juventude católica se preparou e aguardou ansiosa a chegada do Papa Francisco, no entanto algumas perguntas ficavam no ar, lembrando que o anuncio foi feito ainda sob o pontificado de Bento XVI, não se tinha tanta certeza da empatia do povo de forma geral independente da religião para com o Papa emérito, sua nacionalidade somada ao seu sistemático tradicionalismo banhada ainda de inúmeros escândalos trazia incerteza em relação ao sucesso do evento, que era bem mais do que a jornada, estamos nos referindo à visita do líder religioso há um dos países mais católicos do mundo. Ninguém sabe ao certo o real motivo da renuncia de Bento XVI, no entanto é possível que ele, sendo estudioso como todos dizem, tenha observado o afastamento dos fieis diante de tantos escândalos que envolviam a igreja naquele momento, e que ainda hoje necessitam de esclarecimento, sabendo que precisaria de um médio prazo para sanar tais problemas, resolveu tomar uma medida populista renunciando e quem sabe trabalhando nos bastidores para que alguém com um poder carismático potencialmente elevado a fim de fazer com que alguns ate esqueçam-se da crise que vivia a igreja, assumisse tal papel. Como legado fica para nós a simplicidade do Papa Francisco que poderia servir de exemplo para muitos políticos e principalmente para a população em geral, alias quanta soberba e vaidade há nesse mundo! Fazendo o recorte da juventude fica como tarefa a revolução, como disse o pontífice os jovens devem ser revolucionários, e isso vale para todas as áreas, sentar nas tradições e usar isso como pretexto para a preguiça perante a necessidade de mudança é algo bem distante do que quer o Papa para a juventude de forma geral.

Nenhum comentário:

Postar um comentário